A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, no distrito de Dondo, província de Sofala, um homem acusado de enganar mais de 140 jovens através de promessas falsas de emprego. O esquema, que rendeu ao suspeito mais de 120 mil meticais, consistia na cobrança de valores entre 1.500 e 5.000 meticais como requisito para a alegada contratação.
Segundo a PRM, o indivíduo ganhou a confiança da comunidade por ter trabalhado anteriormente numa Organização Não Governamental (ONG) local. Após o término do contrato, criou um falso projecto de recrutamento, supostamente ligado a um empresário de Maputo, mas que se revelou inexistente. O suspeito confessou o crime e afirmou que havia sido indicado para liderar o processo na região.
As autoridades apelam à população para desconfiar de qualquer proposta de emprego que exija pagamentos antecipados. As investigações prosseguem para localizar um cúmplice em fuga e tentar recuperar o dinheiro das vítimas. O caso soma-se a uma crescente onda de burlas semelhantes, que exploram a falta de oportunidades e a vulnerabilidade dos jovens moçambicanos.

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