A governadora de Manica, Francisca Tomás, anunciou que a província está em alerta máximo para travar o avanço da Mpox, após a confirmação de dois casos e a identificação de 11 suspeitos. A líder provincial apelou à população para cumprir de forma rigorosa as medidas de prevenção, incluindo higiene frequente das mãos, uso de máscara em situações de risco e isolamento imediato de casos suspeitos.
Situação nacional
De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, Moçambique já soma 33 casos confirmados de Mpox em três semanas, distribuídos da seguinte forma:
Niassa: 28 casos (epicentro do surto)
Manica: 2 casos
Maputo: 3 casos (incluindo 2 na Matola)
Há ainda 222 casos suspeitos sob investigação. Não há registo de mortes no país.
Medidas em curso
O governo montou equipas de rastreio e testagem nas fronteiras, reforçou a capacidade laboratorial com 4.000 testes disponíveis e espera receber vacinas em setembro.
O diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, apelou à calma, pediu combate à desinformação e reforçou que não deve haver discriminação contra pessoas infetadas.
Contexto regional
A Mpox, identificada pela primeira vez em 1970 na República Democrática do Congo, já causou 501 mortes e 77.458 casos em 22 países da África Austral desde 1 de janeiro de 2025.

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