O Presidente da Namíbia, Sua Excelência Netumbo Nandi-Ndaitwah, rejeitou de forma categórica uma proposta da Fundação Bill & Melinda Gates para a realização de ensaios clínicos de um dispositivo intrauterino (DIU) hormonal projetado para prevenir a gravidez por um período de até oito anos. A iniciativa, que visava introduzir o método contraceptivo no país, foi alvo de forte contestação por parte do Chefe de Estado, que classificou a medida como uma afronta à dignidade e aos direitos do povo namibiano.
Durante a sua intervenção oficial, Nandi-Ndaitwah condenou a proposta, afirmando que a mesma representava uma “grave injustiça” não apenas para a população da Namíbia, mas também para a humanidade no seu conjunto. Segundo o Presidente, a escolha da Namíbia para tal experimento não se justifica, tendo em conta o reduzido número de habitantes, que não ultrapassa os 3 milhões. Para o estadista, políticas de contenção populacional deveriam ser debatidas em países com densidade populacional significativamente maior.
“A Namíbia é uma nação de tamanho modesto, com pouco mais de 3 milhões de pessoas. Se algum país deveria considerar medidas para conter o crescimento demográfico, deveria ser nações como os Estados Unidos, com mais de 347 milhões de pessoas. Qualquer tentativa de impedir ou suprimir o crescimento do potencial humano na Namíbia constitui uma grave injustiça para o nosso povo e para o seu futuro”, sublinhou o Presidente. A posição firme de Nandi-Ndaitwah reforça o compromisso do Governo namibiano com a soberania nacional e a proteção dos direitos reprodutivos da sua população.

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