Longas Filas na Fronteira de Machipanda Provocam Revolta Entre Camionistas

 


A fronteira de Machipanda, na província de Manica, enfrenta uma situação preocupante com filas extensas de camiões de longo curso que procuram atravessar para o Zimbabwe. O congestionamento tem causado revolta e exaustão entre os camionistas, que denunciam longas horas de espera e condições precárias no local.

De acordo com relatos, muitos motoristas permanecem na Estrada Nacional número seis (EN6) por dois a três dias, enfrentando calor intenso, falta de alimentação adequada e ausência de infraestruturas básicas. O cenário repete-se do lado zimbabweano, onde filas de até cinco quilómetros dificultam igualmente o fluxo de entrada em território moçambicano. A situação deve-se, sobretudo, aos procedimentos aduaneiros lentos e à falta de coordenação entre as autoridades fronteiriças dos dois países.

Podemos ficar até quatro dias numa fila de 15 quilómetros até à fronteira de Machipanda. A primeira fila começa em Messica, e é comum permanecermos ali um ou dois dias”, contou Ângelo Manhenga, um dos camionistas afetados, visivelmente agastado. Outro motorista, Benedito Mateus, reforçou o apelo para que os governos de Moçambique e do Zimbabwe intervenham com urgência: “As filas crescem a cada dia e as zonas onde esperamos não oferecem segurança. Somos obrigados a vigiar as cargas durante a noite, o que nos deixa vulneráveis.”

Com a ausência de sanitários, iluminação e pontos de apoio logístico, os camionistas pedem medidas imediatas que facilitem o trânsito fronteiriço e devolvam a normalidade ao corredor de Machipanda uma das principais portas de ligação comercial entre Moçambique e o Zimbabwe.

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